quinta-feira, 21 de março de 2013

Mitologia Grega e Mitologia Romana


Loucamente apaixonada por livros e fascinada por ficção, tenho como um dos meus autores preferidos Rick Riordan, que escreve livros baseados em mitologias, e eu não poderia postar outro assunto que não fosse este. Por esse motivo escolhi a Mitologia Grega e Romana.
O que será postado aqui, não tem nem de longe um sexto de toda essa história, você certamente, precisará de muito tempo para estudar se quiser realmente entender toda essa confusão de nomes, origens, poderes e tudo mais. Mas não nego que é empolgante ler tudo isso, nos remete a imaginar como era na Grécia e Roma antiga, onde Gregos e Romanos não eram amigos, tinham deuses em comum só que com “personalidades” diferentes, mas um propósito, o de querer conseguir entender o quê ou quem originou o mundo!
Quem não fica com aquela formiguinha inquietante chamada curiosidade para descobrir de onde veio tudo isso?
Mas eu já disse antes… precisará de muito e muito tempo de estudo e dedicação para começar… é isso mesmo, eu disse COMEÇAR a entender. :)
Eu convoco Você a conhecer um pouco dessa incrível história de aventura e ficção.

MITOLOGIA GREGA E MITOLOGIA ROMANA

 Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material.
Principais seres mitológicos da Grécia antiga eram:
Heróis ou semideuses: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos.
Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
Centauros: Corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa (única com poder de petrificar com seu olhar, suas irmãs Esteno e Euríale não tinham essa maldição, porém das três, só Medusa era mortal).

Quimera: Mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas ventas.
O Minotauro: tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos.

DEUSES GREGOS

De acordo com os gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos, como, ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis/semideuses.

O MITO

Tudo se inicia com o Caos: o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência. Dele, surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais: Eros (atração amorosa), Tártaro (escuridão primeva) e Érebo. Sem intermédio masculino, Gaia deu à luz Urano, que então a fertilizou. Dessa união entre Gaia e Urano, nasceram primeiramente os Titãs: seis homens e seis mulheres (Oceano, Céos, Créos, Hiperião, Jápeto, Téia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); e logo os Ciclopes de um só olho e os Hecatônquiros (ou Centimanos). Contudo, Urano, embora tenha gerado estas divindades poderosas, não as permitiu de sair do interior de Gaia e elas permaneceram obedientes ao pai.
Cronos, "o mais jovem, de pensamentos tortuosos e o mais terrível dos filhos", castrou o seu pai com uma foice produzida das entranhas da mãe Gaia e lançou seus genitais no mar, libertando, assim, todos os irmãos presos no interior da mãe. A situação final foi que Urano não procriou novamente, mas o esperma que caiu de seus genitais cortados produziu a deusa Afrodite, saída de uma espuma da água, ao mesmo tempo em que o sangue de sua ferida gerou as Ninfas Melíades, as Erínias e os Gigantes, quando atingiu a terra. Sem a interferência do pai, Cronos tornou-se o rei dos deuses com sua irmã e esposa Reia como cônjuge e os outros Titãs como sua corte.
Quando Cronos tomou o lugar de Urano, tornou-se tão perverso quanto o pai. Com sua irmã Reia, procriou os deuses (Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus), mas logo os devorou enquanto nasciam pelo medo de que um deles o destronasse. Mas Zeus, o filho mais novo, com a ajuda da mãe, conseguiu escapar do destino e travou uma guerra contra seu progenitor, cujo vencedor ganharia o trono dos deuses. Ao final, com a força dos Cíclopes, a quem libertou do Tártaro, Zeus venceu e condenou Cronos e os outros Titãs na prisão do Tártaro, depois de obrigar o pai a vomitar seus irmãos. Para a mitologia clássica, depois dessa destituição dos Titãs, um novo panteão de deuses e deusas surgiu. Entre os principais deuses gregos estavam os olímpicos cuja limitação de seu número para doze parece ter sido uma idéia moderna, e não antiga que residiam no Olimpo abaixo dos olhos de Zeus.
Assim como na Mitologia Grega, os romanos também buscavam respostas em tudo, com isso para explicar o surgimento e a história de seu povo, surgiu à mitologia romana, nela as pessoas adoravam os deuses semelhantes aos deuses gregos, porém com nome diferentes.
Para os romanos, homens e deuses tinham que viver em harmonia.
Assim como na Mitologia Grega, os deuses romanos tinham características dos humanos, como alguns sentimentos e a aparência física.
Após calamidades causadas principalmente por guerras, a maioria da sociedade romana adotou uma atitude cética em relação aos deuses, por estes não terem lhes protegido, apesar dos rituais oferecidos.
Aproximadamente no século III A.C., a crença nos deuses foi dando espaço a religiões orientais com aspectos mitológicos, com características como envolvimento pessoal, ritos de iniciação e sacrifícios. Após alguns séculos, o Cristianismo tornou-se a religião do povo, sendo reconhecido apenas em 313 D.C.
Os deuses romanos surgiram a partir do século 2 a.C., os deuses gregos foram absorvidos pela mitologia romana e ganharam novos nomes.

ÁRVORE GENEALÓGICA

1º Geração: Representavam as mais primitivas e poderosas forças da natureza, como por exemplo, o relâmpago, e também todos os impulsos básicos da vida, como a morte e o inflexível destino.

2º Geração: Titãs que descendiam da 1ª transmitia ainda uma visão agitada e indomada da natureza. Havia já deuses de aparência semelhante à humana, mas predominavam divindades poderosas, monstruosas e aparentemente incontroláveis.
3ª Geração: "deuses olímpicos", os deuses adquiriram forma totalmente humana e o mundo assumiu, finalmente, o aspecto atual.



                      CAOS                      
         

                   
                  TÁRTARO                             



                  GAIA

  





 DEUSES

Nome grego
Nome romano
Características e Curiosidades
Zeus

Jupiter
É o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e deus do céu e do trovão. Seus símbolos são o relâmpago, a águia, o touro e o carvalho e o cetro. Zeus frequentemente era mostrado pelos artistas gregos em uma de duas poses: ereto, inclinando-se para frente, com um raio em sua mão direita, erguida, ou sentado, em pose majestosa.
Zeus era filho de Cronos e Reia, o mais novo de seus irmãos. É conhecido por suas aventuras eróticas, que resultaram em muitos descendentes, entre deuses e herois, como Atena, Apolo e Artêmis, Hermes, Perséfone (com Deméter), Dioniso, Perseu, Hércules, Helena, Minos e as Musas (com Mnemósine). Com Hera teria tido Ares, Hebe e Hefesto.
Poseidon

Netuno
 É o deus dos mares, também conhecido como deus dos terremotos e dos cavalos pai de Pegásus com Medusa. Primeiro filho de Cronos e Réia e irmão mais velho de Zeus. Geralmente, Poseidon usava a água e os terremotos para exercer vingança, mas também podia apresentar um caráter cooperativo. Ele auxiliou bastante os gregos na Guerra de Tróia, mas levou anos se vingando de Odisseu, que havia ferido a cria de um de seus ciclopes.
Como Zeus, projetava seu poder e a sua masculinidade sobre as mulheres, tendo muitos filhos homens pois não podia ter filhas mulheres.
Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Poseidon foram todas frutíferas em descendentes, é de notar que, ao contrário dos descendentes de seu irmão Zeus, os filhos do deus dos mares, tal como os de seu irmão Hades, são todos maléficos e de temperamentos violentos. Alguns exemplos: de Teosa nasce o ciclope Polifemo; de Medusa nasce o gigante Crisaor e o cavalo alado, Pégaso; de Amimone nasce Náuplio; com Ifimedia, nascem os irmãos gigantes Oto e Efialtes (os Aloídas), que chegaram mesmo a declarar guerra aos deuses. Por sua vez, os filhos que teve com Halia cometeram tantas atrocidades que o pai teve de os enterrar para evitar-lhes maior castigo.
Casou ainda com Anfitrite, de quem nasceu o seu filho Tritão, o deus dos abismos oceânicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velo de ouro.
Hades
Plutão
Hades é o deus do submundo e das riquezas dos mortos, ao contrário de seus irmãos Zeus e Posídon, que tiveram dezenas de filhos, Hades teve apenas uma filha, Macária, sendo poucas as tradições nas quais ele teve mais filhos.
O poder de Hades, Zeus e Poseidon era equivalente, os três eram os deuses mais poderosos que existiam. Hades era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas procuravam não o pronunciar.
Seu nome significa, em grego, o Invisível, e era geralmente representado com o elmo mágico que lhe dava essa habilidade, que ele ganhou dos ciclopes quando participou da titanomaquia contra os titãs. No fim da luta contra os titãs, vencidos os adversários, Zeus, Posídon e Hades partilharam entre si o universo, Zeus ficou com o céu, e a terra, Posídon ficou com os mares e Hades tornou-se o deus do inferno e das riquezas.
Era também conhecido como o Hospitaleiro, pois sempre havia lugar para mais uma alma no seu reino. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte, mas sim do pós-morte. Apenas Ares e Cronos estão relacionados com a prática da morte. Assim, Hades não é inimigo da humanidade, como o são Ares e Cronos. O deus raramente deixava seu mundo e não se envolvia em assuntos terrestres ou olímpicos. Deixou o seu reino apenas duas vezes; uma para raptar Perséfone, a quem tomou como esposa e outra para curar-se, no Olimpo, de uma ferida provocada por Héracles.
Ares
Marte
Ares é filho de Zeus (o soberano dos deuses) e Hera. Embora muitas vezes tratado como o deus olimpico da guerra, ele é mais exatamente o deus da guerra selvagem, ou sede de sangue, ou matança personificada. Não era querido entre os outros Deuses, pois ele sempre foi violento e sanguinário. Embora também a meia irmã de Ares, Atena era uma deidade da guerra, a posição de Atena era de guerra estratégica enquanto Ares tendeu a ser a violência imprevisível da guerra. Os dois irmãos tinham uma rixa, que acabou culminando no frente-a-frente de ambos, junto das muralhas de Tróia, cada um dos quais defendendo um dos exércitos. Marte, protetor dos troianos, acabou derrotado.
Ares, apesar de bárbaro e cruel, tinha o amor da deusa Afrodite, e com ela teve um filhos. Na verdade tratava-se de uma relação adúltera, uma vez que a deusa era esposa de Hefesto, que arranjou um estratagema para descobri-los e prender numa rede enquanto estavam juntos na cama.
Em Esparta havia uma estátua do deus acorrentado, para mostrar que o espírito de guerra e vitória nunca deveria deixar a cidade.
Atena
Minerva
É a deusa grega da sabedoria, do ofício, da inteligência e da guerra justa. Frequentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira. Zeus apaixonou-se por Métis, tendo sido ela sua primeira esposa. Contudo, foi advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o destronaria, assim como ele destronou Cronos e, este, Urano. Amedrontado, Zeus resolveu engolir Métis. Para tanto, utilizou-se de um fabuloso ardil. Convenceu sua esposa a participar de uma brincadeira divina, na qual cada um deveria se transformar em um animal diferente. Métis, desta vez, não foi prudente, e se transformou numa mosca. Zeus aproveitou a oportunidade e a engoliu. Todavia, Métis já estava grávida de Atena, e continuou a gestação na cabeça de Zeus, aproveitando o tempo ocioso para tecer as roupas da sua vindoura filha.
Um dia, durante uma guerra, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça, e Hefesto, o deus ferreiro e do fogo, lhe deu uma machadada na cabeça, de onde Atena saiu já adulta com elmo, armadura e escudo - este coberto com a pele de Amaltéia. Atena ensinou aos homens praticamente todas as atividades, como pesca, uso de arco-e-flecha, costurar (algo que ela fazia como ninguém), dançar, e, como havia saído da mente de Zeus, sua marca é a inteligência. Atena também é muitas vezes vista segurando em uma das mãos uma pequena imagem de Niké, a deusa da vitória.
Quando Atena e Poseidon disputavam o padroado de uma cidade importante, estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente ao povo da cidade venceria. Poseidon criou o cavalo, de grande utilidade e muito importante. Atena deu uma oliveira que produzia alimentos, óleo e madeira. Atena sagrou-se vencedora e a cidade recebeu o nome de Atenas. Atena desempenhou um papel importante no poema épico de Homero, a Ilíada e a Odisséia. Teve participação no julgamento de Páris, sendo uma das deusas rejeitadas, apoiou os gregos na Guerra de Tróia e atuou como padroeira de Odisseu durante toda a sua longa jornada.
Apolo
Febo


Considerado o deus do sol e da luz, irmão gémeo de Artemis, filho de Zeus e Leto da estirpe dos Titãs. Segundo a lenda, os dois nasceram na ilha de Delos, outro dos lugares importantes de seu culto, onde Leto se havia refugiado, perseguida pelo implacável ciúme de Hera, esposa de Zeus.
Apolo, com um ano de idade e armado de arco e flechas, perseguiu a serpente Píton, também inimiga de sua mãe, até o lugar sagrado de Delfos, e ali a matou.
Por isso, suas inovações eram múltiplas e variadas. Além de ser por excelência o deus dos oráculos e fundador de importantes cidades, sua proteção - e sua temível ira - abarcava desde a agricultura e o gado até a juventude e seus exercícios de ginástica, assim como os marinheiros e navegantes. Tinha poder sobre a morte, tanto para enviá-la como para afastá-la, e Asclépio (o Esculápio Romano), o deus da medicina, era seu filho. Considerado também o "Condutor das Musas", tornou-se deus da música por ter vencido o deus Pã em um torneio musical. Seu instrumento era a lira.
O culto de Apolo também teve grande amplitude em Roma. As numerosas representações que dele fizeram artistas de todos os tempos, tanto na antiguidade Greco-Romana como nos períodos Renascentista e Barroco, mostraram-no como um deus de beleza perfeita, símbolo da harmonia entre corpo e espírito.
Ártemis
Diana
Na Grécia, Ártemis era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça. Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo; mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia. Em Roma, Diana tomava o lugar de Ártemis, frequentemente confundida com Selene ou Hécate, também deusas lunares.
Leto teve Artemis primeiro e esta revelou os seus dotes de deusa dos nascimentos auxiliando no parto do seu irmão gêmeo, Apolo. Também é conhecida como Cíntia, devido ao seu local de nascimento, o monte Cinto.
Deusa da caça e da serena luz, Ártemis é a mais pura e casta das deusas e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas. Zeus, seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material (seu irmão Apolo ganhou os mesmos presentes, só que de ouro). Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas, que era um dos muitos filhos de Zeus, portanto também irmão de Ártemis. Zeus também lhe deu uma corte de Ninfas, e fê-la rainha dos bosques. Como a luz prateada da lua, percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora.

Afrodite
Vênus
Afrodite, a mais bela e sedutora das deusas, casou-se com Hefesto, o deus do fogo. Vivia nos jardins do Olimpo, cercada pelos arbustos de murtas já florescidos, com suas flores brancas (ou levemente rosadas) a contrastar com o verde-escuro de suas folhas que, quando esmagadas, exalavam um perfume suave e agradável.
A deusa Afrodite sempre amara a alegria e o glamour.  Foi infiel ao seu esposo e se envolveu com muitos deuses e mortais. Traiu Hefesto, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros (deus da paixão e do amor), Anteros (deus da ordem), Fobos, Deimos (personificações do medo e do pânico)e Harmonia (deusa). Teve também filhos de pais diferentes, todos frutos de suas traições: Hermafrodito (deus que representa os dois sexos), Príapo (deus da fertilidade), Eneias (guerreiro troiano favorecido pelos deuses), Himineu (deus do casamento) e Adônis (jovem muito lindo que tornou-se o símbolo da vegetação que morre no inverno e renasce na primavera).
Afrodite foi consagrada a deusa do amor. Era também símbolo do erotismo, da fertilidade e da beleza corporal. O poder sedutor desta deusa concentrava-se em um cinturão que a tornava irresistível aos olhos de homens e deuses. Foi este mesmo cinturão que um dia a deusa Hera pedira à deusa do amor emprestado para encantar Zeus durante a Guerra de Troia, favorecendo os gregos.
O nome Afrodite significa “Espuma do Mar”, pois, segundo Hesíodo, ela era a filha da espuma dos órgãos genitais de Urano que foram lançados ao mar por Cronos, o deus do Tempo. Já, segundo Homero, Afrodite era filha de Zeus e Dione (deusa das ninfas e também filha de Urano).
Perséfone era sua principal rival, tanto pela disputa por Adônis quanto no que dizia respeito a quem era a mais bela do Olimpo. Afrodite não admitia que nenhuma outra mulher se comparasse a ela no quesito beleza, punindo (somente as mortais) as se atrevessem a comparar a beleza que possuíam com a sua. Exemplos disso foram Psiquê (esposa de Eros) e Andrômeda, severamente castigadas pela vaidosa deusa.
Hera
Juno
Na mitologia grega Hera é a deusa da família e do ciúme, equivalente a Juno, na Mitologia romana, irmã e esposa de Zeus, deusa dos deuses, que rege o casamento. Retratado como majestosa e solene, muitas vezes coroada com os polos.
Retratada como ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos. Um deles foi Hércules, filho de Zeus com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Hera o submete a Eurigáster, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficaram conhecidas como "doze trabalhos".
O único filho de Zeus que ela não odiava, antes gostava, era Hermes e sua mãe Maia, porque ficou surpresa com a sua inteligência. Hera era muito vaidosa e sempre quis ser mais bonita que Afrodite, sua maior inimiga.
Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas, é representada na Ilíada como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa. Na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos.
Hera e Zeus tinham 4 filhos, Lucina (Ilítia), deusa dos partos e gestantes, Juventa (Hebe), deusa da juventude, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo.
Hefesto
Vulcano
Hefesto ou Hefaísto era um deus da mitologia grega, filho de Hera e Zeus, conhecido como Vulcano na mitologia romana. Foi lançado aos mares devido à vergonha de sua mãe pela sua disformidade, foi, porém, recolhido por Tetis e Eurínome, filhas do Oceanus.Era a divindade do fogo, dos metais e da metalurgia, conhecido como o ferreiro divino. Hefesto foi responsável, entre outras obras, pela égide, escudo usado por Zeus em sua batalha contra os titãs. Construiu para si um magnífico e brilhante palácio de bronze, equipado com muitos servos mecânicos. De suas forjas saiu Pandora, primeira mulher mortal.
Este deus, o mais feio de todos casou-se com Afrodite , porém ela lhe foi infiel, tendo vários amantes dentre eles deuses e mortais. O seu principal rival era Ares (chamado de Marte em Roma), deus da guerra.
Em certa altura, Hefesto preparou uma rede com que armadilhou a cama onde Afrodite e Ares mantinham uma relação adúltera. Deste modo o deus ferreiro conseguiu demonstrar a infidelidade da sua esposa, que, no entanto foi perdoada por Zeus.
Hefesto forjou armas especiais para Eneias, filho de Afrodite de Anquises de Troia e para Aquiles quando este havia emprestado para Pátroclo,que por sua vez a perdeu para Heitor.

Hermes
Mercúrio
Na mitologia grega, Hermes era o deus correspondente ao Mercúrio romano, e também era mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, (daí o termo hermenêutico). Era um dos 12 deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Maia nasceu na Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência.Conseguiu livrar-se das fraldas e foi à Tessália, onde roubou parte do rebanho guardado por seu irmão Apolo, escondendo o gado em uma caverna. A seguir voltou para o berço, como se nada tivesse acontecido. Quando Apolo descobriu o roubo, conduziu Hermes diante de Zeus, que o obrigou a devolver os animais. Apolo, no entanto, encantou-se com o som da lira que Hermes inventara e ofereceu em troca o gado e o caduceu. Mais tarde, Hermes inventou a siringe (flauta de Pã), em troca de que Apolo lhe concedeu o dom da adivinhação.
Foi famoso também por ser o único filho que Zeus tivera que não era filho de Hera, que ela gostou, pois ficou impressionada pela sua inteligência.
Hermes era quem guiava as almas dos heróis ou pessoas importantes até o rio Estige, lugar que ligava o reino dos vivos com o reino dos mortos. Também considerado deus da eloqüência e patrono dos esportistas, é representado como um jovem de belo rosto, normalmente nu, vestido com túnica curta. Na cabeça tem um capacete com asas, calça sandálias aladas e traz na mão seu principal símbolo, o caduceu.
Héstia
Vesta
Filha de Zeus e Cibele, deusa dos laços familiares. Velava pelas lareiras. Em seu tempo, ardia constantemente um fogo sagrado sob a guarda de seis sacerdotisas virgens. Caso o fogo se extinguisse  as vestais eram punidas com severidade. O fogo era aceso de novo por meio dos raios de sol.A deusa era cortejada por deuses como Poseidon e Apolo, porém havia jurado manter sua virgindade perante Zeus, que lhe deu a honra de ser venerada em todos os lares e ser incluída em todos os sacrifícios.
Embora Héstia fosse bastante respeitada por todos, sua imagem não gerou muitas expressões artísticas, talvez pela sua serenidade. Sua imagem era representada como uma mulher jovem, com uma larga túnica e um véu sobre a cabeça e sobre os ombros.

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